domingo, 19 de outubro de 2014

Parêntese

Mas tá velha essa foto, hein!! Ô...



Do ponto de vista do ócio

Bom dia!
Hoje minha unha encravada amanheceu do tamanho de um tiro no peito.
É o que acontece quando se exagera na persistência. Achei que o jogo era frescobol, mas virou tênis no primeiro ato e a bonitona aqui achou que dava conta... Perdeu. Parabéns.
Bem, não é de hoje que preciso corrigir essas lentes. Nada que uma pilha de louça pra lavar não ajude! O bom é que me observo muito, e me conheço a cada dia um pouco mais, sei que daqui pra mais tarde esse súbito fundo de garrafa deve afinar de novo e eu volto a enxergar as coisas do tamanho que elas são de verdade...
Fases! Quem não tem as suas?


Querido diário, taí um bom sinal:
não costumo aparecer aqui quando as coisas
estão muito boas e nem muito ruins,
só quando já estão começando a melhorar...
Amém?



BOLA DE MEIA, BOLA DE GUDE
(14 Bis)

Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente,
O sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito,
caráter, bondade, alegria e amor

Pois não posso, não devo,
Não quero viver como toda essa gente
Insiste em viver

Não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem
Ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude,
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão


terça-feira, 21 de outubro de 2008

Super gêmeos, ativar!

Nossa... 2008 tem sido um ano e tanto! Cheio de realizações, de descobertas, de primeiras vezes, de novas chances, de muito aprendizado e muito trabalho em todos os campos da minha vida...

Tenho sentido, quase todo tempo, a euforia que sentia por alguns segundos quando via os Super Gêmeos (do desenho) acionando seus anéis mágicos! Claro que à epoca eu não saberia explicar, mas hoje, vejo que aquela euforia era como se eu fosse parte do time, e vibrasse junto naquele momento crucial em que os corações diziam "Estamos prontos e temos muito a fazer, então vamos começar!".

É felicidade, eu acho! Mas não aquela felicidade-destino, de fim de filme, com ares de sossego, completude, encerramento... Não! É uma felicidade-jornada, um sentimento que renova, que empodera, encoraja e faz enxergar tantas possibilidades, e faz querer tentar todas, às vezes até ao mesmo tempo!

É como se eu estivesse no topo do mundo, no céu, entre as estrelas, contemplando e sendo parte do que é belo... Ao mesmo tempo, é como se eu estivesse na base, na terra, misturada às raizes do que nasce e cresce, dando suporte ao bem, vou nascendo e crescendo junto todo dia...

O bom é que somos vários gêmeos, e sempre mais a cada episódio! Emocionante ver que esses gêmeos têm outros gêmeos, e de repente há super gêmeos por toda parte!


Querido diário, gêmeo diferente é chamado "fraterno", certo?
Intrigante! Esse é justo o que não se solta, não se entrega ao sentimento...


O QUE É QUE HÁ
(Fábio Jr)


O que é que há?
O que é que tá se passando
Com essa cabeça?
O que é que há?
O que é que tá me faltando
Pra que eu te conheça melhor?
Pra que eu te receba sem choque,
Pra que eu te perceba no toque das mãos
O teu coração...
O que é que há?
Porque é que há tanto tempo
Você não procura meu ombro?
Porque será?
Porque será que esse fogo
Não queima o que tem pra queimar?
Que a gente não ama o que tem pra se amar?
Que o sol tá se pondo
E a gente não larga
Essa angústia do olhar!
Ah... Aaaahh!
Telefona! Não deixa que eu fuja,
Me ocupa os espaços vazios!
Me arranca dessa ansiedade,
Me acolhe, me acalma em teus braços macios.
O que é que há?
O que é que tá se passando
Com a minha cabeça?
Não, eu não sei, não!
O que é que há?...


sexta-feira, 16 de maio de 2008

Né??

É fan-tás-ti-cô, plim!
O "né" é a mais pura expressão da carência que o ser humano tem de atenção! É intrínseco da nossa imperfeição! Acho que não conheço ninguém que nunca tenha usado o "né" à toa...
Em sua forma mais correta, o "né" ao final da frase é utilizado para testar o canal de comunicação:

"Tu ouviste, né?"
(Imagino que tenhas ouvido, mas quero ter certeza que sim...)

Ou pior:
"Né que tu ouviste?"
(Eu sei que tu ouviste, mas quero todos no diálogo tenham certeza de que tu ouviste e de que EU sei disso! Quero estar com a razão!)

Tem gente que usa tanto o "né" que já nem lembra mais de pronunciar em tom de pergunta!

"A receita, né, é simples, né! São dois ovos, né, mas tem que bater a clara em neve, né!"
(Não tenho a menor idéia do que estou dizendo e temo que alguém me desminta! Ou tenho certeza, mas morro de medo que alguém me peça detalhes porque eu não saberia dar!)

E tem, como diz minha mãe, macaco que olha pro rabo dos outros e esquece do seu. Gente que não tá a fim de ouvir o que o outro tá falando e fica contando os "nés" pra ver se o tempo passa mais rápido... Mas só vai se sentir satisfeito quando comentar isso com alguém! E geralmente não faz questão de lembrar que também usa muito o "né"..

Agora tem gente que ouve o "né" e fica perturbando:
"Estás afirmando ou me perguntando??"
-- Dããã!! Estou afirmando e testando o canal, ora bolas...

Chato, né?? :P


Querido diário, tem gente que não relaxa!
Desse jeito a vida passa e nada se fez pelo próximo,
por simples auto-preservação...
O cúmulo do egoísmo!


CARA VALENTE
(Maria Rita)

Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir...

Foi escolher o mal-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar
Com o coração
Olha lá! Ele não é feliz
Sempre diz que é do tipo Cara Valente
Mas veja só, A gente sabe...

Esse humor
É coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai não...

Ê! Ê! Ele não é de nada
Oiá!!! Essa cara amarrada
É só um jeito de viver na pior

Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!! Essa cara amarrada
É só um jeito de viver
Nesse mundo de mágoas...


domingo, 11 de maio de 2008

Benza Deus!

Já quero acrescentar aos meus vídeos favoritos o espetáculo que foi o Rafael Almeida no samba de gafieira hoje... Totalmente envolvido (e envolvente)! Ritmo, suor e coração!
Aaahhh meus tempos de juventuuude...



220v

Éca!
Poeira e páginas amareladas roídas pela praga do ressentimento...
Credo, vamo' sacudir isso aqui!!
Chegando e espanando, chegando e espanando... Hunf!
Três meses sem postar!

Imagina um casebre isolado no meio da mata escura, o sol raiando e a luz entrando pelas frestas entre as tábuas da parede, cortando a neblina que restou da madrugada dentro da casa fechada... Ao fundo, aquela musiquinha da Disney, de quando o dia amanhecia nos desenhos do Pato Donald...
Eis que, de repente, as portas e janelas se abrem em explosão!! De dentro do armário da cozinha salta John Travolta, no auge de seus 24 anos, vestido de Danny Zucko (um "pitééééu", hehehe) e cantando:

"I got chills. They're multiplyin'. And I'm losin' control.
'Cause the power you're suplyin', it's electrifyin'!"

Esse é o cenário atual do meu coração! :)
Elétrica e besta...
Entoaria até o famigerado "Parabéns Pra Você", totalmente entregue ao momento, achando o máximo e fazendo cara de "o mundo é assim mesmo e a gente tá aqui é pra pagar mico, ora essa"!! :P

Eu bem que vinha ajeitando as coisas no meu ritmo.. Até que, voando, de capa e cueca por cima da roupa, ressurge o Doug Funny da minha adolescência, bancando o Homem Codorna e resgatando a insanidade dos meus dias!! Uuuffa...


Mamãe, eu acho que tou
ligeiramente ávida!!



ESCRAVO DA ALEGRIA
(Toquinho)

E eu que andava nessa escuridão
De repente foi me acontecer
Me roubou o sono e a solidão
Me mostrou o que eu temia ver
Sem pedir licença nem perdão
Veio louca pra me enlouquecer
Vou dormir querendo despertar
Pra depois de novo conviver
Com essa luz que veio me habitar
Com esse fogo que me faz arder
Me dá medo e vem me encorajar
Fatalmente me fará sofrer
Ando escravo da alegria
E hoje em dia, minha gente, isso não é normal
Se o amor é fantasia
Eu me encontro ultimamente em pleno carnaval.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Porto sem navio

De que adianta a um coração ser o céu se o amor do outro é feito nuvem?
Por que deveria um coração se fazer jardim se o amor do outro é água da chuva?

As nuvens e a água da chuva têm sim sua beleza e utilidade, mas vêm sem avisar e vão sem demorar. Passam levando um pouquinho de nós e um bocado do nosso tempo, nos deixam apáticos, interrompidos, saudosos, vulneráveis, temendo a efemeridade de outras nuvens e a intensidade de novas chuvas.

Eu poderia pensar assim, deixar-me revoltar pela decepção e deixar de me importar, saindo então a revidar! Tentei uma vez ser esse lampejo, a nuvem, a água da chuva, o coração errante, beijar sem saber a cor do olho, abraçar sem conhecer o cheiro... e que experiência reveladora! Revelou o quão enganada eu estava, o quão não-eu era tudo aquilo... pra nunca mais tentar!

Sou mesmo uma pessoa que ama! Devo me lembrar que as nuvens e águas de chuva que passaram pela minha vida tinham seus propósitos, pro bem deles ou pro meu, quem sabe... Se eles não amaram, problema deles! Eu amei com tudo o que podia. Amo porque amar faz parte de mim! Porque quem ama, ama! Não existe amar a família e maltratar os animais, amar um filho e bater na esposa, amar a esposa e amar a amante.

Se um coração é céu ou jardim, tudo o que ele deseja e julga merecer é, tão simplesmente, o ar! Ar livre, ar puro, inspirador, apaziguante e presente! Nenhum coração é assim só porque resolveu! Vem da alma, é da natureza da gente. Quando se é, se é. Quando não se é, se pode até fingir, mas cedo ou tarde vai se trair! Para vir a ser, pode-se tentar e até conseguir, mas de dentro pra fora, nunca de fora pra dentro.


Querido diário, não caibo em lugar nenhum,
sinto-me fora do lugar até na minha própria cama...
Preciso aprender a estar solteira!


PALAVRAS

(Roberto Carlos)

Não tente me enganar
Vejo em seu olhar
que já não existe
Aquele mesmo amor
que nunca esperou
Acabar tão triste.

Não tente me dizer
palavras que eu
Já não acredito
Eu posso compreender
o que restou de um amor
Que foi tão bonito.

Eu fiz daquele amor
o meu sonho maior
Minha razão de tudo
Foi pouco o que restou
De tanto que existiu
Recordações e nada mais.
o que restou, recordações
e nada mais

Não, não vá me dizer
palavras que venham
Me fazer chorar depois
Eu sei que vou viver
Por muito tempo ainda
Das lembranças de nós dois.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Pérolas Alienígenas

Produção em série: brainstorming, checklist e fight!
Por favor, não matem as vaquinhas.
Gastrite é o baralho, a pena é da galinha que dormiu na chuva!
Cara de senha quando expira... ¬¬
Sim, claro! Pertinente, jocoso e embebido em álcool.
Quem quer falar contigo é o Dr. Nabisco...
Caqui não, obrigada!
Monitor de 20 é o que há!!


Querido diário, hoje a gente trabalhou que só!!
Mas a gente também riu um monte!!


GILMARLEY SONG
(Kid Abelha)

Bomba, avião, helicóptero
para ocupar território
e deixar ao deus-dará

outras tragédias não soam
outras tragédias não soam

barulho...barulho...
muito barulho por nada
por nada no futuro

vamos falar mais baixo
vamos parar pra escutar
uma barriga roncando
uma mamãe chorando
vamos ouvir a noite cair
e o sol ajudá-la a se levantar

bumbo, violão, pandeiro
para animar o auditório
e ir pra casa em paz e feliz

outra beleza não há
outra beleza não há

silêncio! silêncio!
façam silêncio
ouçam Gilmarley cantar

vamos falar mais baixo
vamos parar pra escutar
o bum-bum do tambor
um abacateiro em flor

vamos fugir da solidão
gandaia, realce, reggae e baião

outra beleza não há...


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Quimera não é aquele pudinzinho amarelo??

Meus pés já estão na cidade, meus pensamentos ainda sintonizam a tranqüilidade do mato. Adoro mato! E adoro bicho!
Já quero de novo! Família, amigos, céu aberto, água, silêncio, verde, grilos, sapos, música e risos...
Espero que nada me estresse por um bom tempo!

Querido diário,
meu trabalho é legal mas ainda não tava fazendo falta.



BAILA COMIGO
(Rita Lee)

Se Deus quiser
Um dia eu quero ser índio
Viver pelado
Pintado de verde
Num eterno domingo
Ser um bicho preguiça
Espantar turista
E tomar banho de sol
Banho de sol!
Banho de sol!
Sol!...

Se Deus quiser
Um dia acabo voando
Tão banal assim
Como um pardal
Meio de contrabando
Desviar do estilingue
Deixar que me xingue
E tomar banho de sol
Banho de sol!
Banho de sol!
Banho de sol!...

Baila Comigo!
Como se baila na tribo
Baila Comigo!
Lá no meu esconderijo
Ai! Ai! Ai!

Se Deus quiser
Um dia eu viro semente
E quando a chuva
Molhar o jardim
Ah! Eu fico contente
E na primavera
Vou brotar na terra
E tomar banho de sol
Banho de sol!
Banho de sol!
Sol!...

Se Deus quiser
Um dia eu morro bem velha
Na hora "H"
Quando a bomba estourar
Quero ver da janela
E entrar no pacote
De camarote...

E tomar banho de sol
Banho de sol!
Banho de sol!
Banho de sol!...

Baila Comigo!
Como se baila na tribo
Uh! Uh! Uh!
Baila ba, ba
Baila Comigo!
Lá no meu esconderijo


sábado, 9 de fevereiro de 2008

Home alone

Maldita cólica menstrual!
Meu reino por uns mimos e uma bolsa de água quente...

Querido diário,
dizem que depois que tem filho não tem mais cólica.
Não posso fazer um filho sem pai! E agora?
Será que cola eu pedir por favor ao Juiz?
"Seu moço, me dá uma criança pra eu criar?"
Ops, nesse caso não serve pra cólica...


FIM DE SEMANA
(Roberto Carlos)

Uma vem correndo, me beija sorrindo
A outra diz: Papai já vem vindo
Vai ser lindo esse fim de semana
Ele então me abraça e é tão carinhoso
E me diz que estava ansioso
Por chegar esse fim de semana

Todos juntos fazem tremenda algazarra
Me divirto com toda essa farra
Nesse dia tão lindo de sol

Até o cachorro que é tão bonitinho
Corre, pula, abana o rabinho
E põe as patas na minha camisa, branquinha

Tudo é festa, eu não me importo com nada
Rindo à toa com a criançada
Afinal é meu fim de semana

Ligo o carro e todos falando na estrada
Ao mesmo tempo que coisa engraçada
É o som do meu fim de semana

Balas, mãos meladas, chicletes no assento
E lá se vão as pipocas ao vento
Festejando o meu fim de semana

Hora do almoço, ninguém come nada
E ainda dizem: comemos na estrada
E afinal foi você quem nos deu

Tudo então se faz numa só gargalhada
E os autores da grande piada
Seguem rindo até o final do dia

Vem a noite e chega com ela o cansaço
Todos dormem sonhando em meus braços
E então eu me ponho a pensar

Agradeço a Deus esse dia tão lindo
Vejo a paz das crianças dormindo
E espero outro fim de semana


Lady de meia cuia

.
Corte, hidratação, pé e mão num lugar estranho de nome chique:
--- R$ 150,00
Sofrer que nem bife duro, sentir-se um ogro e ainda saber que vai custar caro:
--- Não tem preço!

.
Corte, hidratação, pé e mão na boa e velha Rua do Comércio:
--- R$ 52,00
Ter o mesmo resultado, sem sofrimento nem constrangimento:
--- Não tem preço!


Querido diário, nunca mais devo trair a Rua do Comércio.


CAPETÃO 66.6 FM
(Pato Fu)

Tem uns que criam
Cachorrinho em casa
E há quem goste
De gatinho no quintal
Tem uns que dão
Comida pra peixinho
Mas eu alimento
O meu Capetão!

Capetão! Capetão!
Pega, Capetão!

Agradeça as coisas boas
Entenda as coisas ruins
Agradeça as coisas boas
Entenda as coisas ruins

Roubaram o seu automóvel (mal)
Agora você vai ter que andar (bom)
Roubaram a sua bicicreta (mal)
Pelo menos ninguém vai te atropelar (bom)

Eu quero cinco carros para andar só com um
Eu quero um Macintosh para por o CD Rom
Eu quero mortadela para colocar no pão
Eu quero salaminho fatiado com limão
Eu quero um iate bem comprido lá no mar
Eu quero uma casa com piscina
Eu quero uma maloca bem bonita na favela
Eu quero namorar a Maristela

Capetão! Capetão!


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Antes tarde do que mais tarde...

A essa altura do campeonato sinto-me sem perspectivas...
Não, nada que contradiga o post anterior, me explico já!

Nunca fui de grandes ambições. As coisas simplesmente foram acontecendo em minha vida, não que eu não tenha buscado a maioria delas, e, embora eu talvez tenha esperneado algumas vezes, sempre tive certeza de que tudo ia ser como tinha que ser. Pior ou melhor, sempre fui muito feliz assim!

Hoje tenho meu pequeno sucesso particular... Tenho grandes amigos, o respeito das pessoas, minha fé, minha integridade, minha família, um emprego, muito trabalho, alguma experiência e um celtinha. Acontece que ultimamente tenho conseguido olhar meu coração de outro jeito. Não sei se me faço entender, mas me sinto sentadinha na calçada lá fora, olhando pela janela o que acontece aqui dentro. Creio que já seja sintoma da idade, maturidade, a casca acaba engrossando de levar peia... esteja o miolo verde ou não!

O fato é que, pra variar, estou feliz e não é pouco!! Mas é frustrante admitir que a única coisa que planejo desde menina se revela distante sempre que parece estar perto! Tenho uma necessidade enorme de cuidar, amar, guiar, proteger, educar, fazer minha parte por um mundo melhor... Será que eu confesso? Ser mãe! Alimentar, acalentar, tirar as rodinhas da bicicleta, mostrar que não se deve pegar o que é dos outros...

Parafraseando alguém que eu desconheço, acredito sim que o sonho que se sonha junto será sempre mais real que o sonho que se sonha só. Beirando os trinta, e achando que várias vezes estive perto, vejo que ainda estou muito longe de encontrar "a tampa da minha panela".

De diferente entre hoje e dez anos atrás, trago umas rugas, uns quilos e o grau de engenheira. E pela primeira vez me pergunto: onde estarei daqui a dez anos?

Querido diário, envelhecer é esquisito.


REVELAÇÃO
(Fagner)

Um dia vestido
De saudade viva
Faz ressuscitar
Casas mal vividas
Camas repartidas
Faz se revelar

Quando a gente tenta
De toda maneira
Dele se guardar
Sentimento ilhado
Morto, amordaçado
Volta a incomodar

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Eu hein...

Um minuto de silêncio pelo juízo da pessoa. ¬¬


Atitude suspeita...
Intenção obscura...
Mente em conflito?? Uma ova! Tentativa de manipulação!
Tou fora, o que não pode é sobrar pra mim de novo!

Querido diário, fala sério!
"Crescei e vazai."



AZEDUME
(Los Hermanos)

Tire esse azedume do meu peito
E com respeito trate minha dor
Se hoje sem você eu sofro tanto
Tens no meu pranto a certeza de um amor
Sei que um dia a rosa da amargura
Fenecerá em razão de um sorriso teu
Então, a usura que um dia sufocou minha alegria
Há de ser o que morreu
Então, a usura que um dia sufocou minha alegria
Há de ser o que morreu

Dai-me outro viés de ilusão
Pois minha paixão
Tu não compras mais com teu olhar
Leva esse sorriso falso embora
Ou fale agora que entendes meu penar
A lágrima que escorre do meu peito
É de direito, pois eu sei que tens um outro alguém
Mas peço pra que um dia se pensares
Em trazer-me seus olhares
Faça porque te convém
Mas peço pra que um dia se pensares
Em trazer-me seus olhares
Faça porque te convém


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Cheers!

Às cinzas daquela quarta-feira, véspera de outro começo,
dolorido como raros, necessário como todos os outros! Saúde!

Aos valores edificantes do sofrimento, ao esforço pelo perdão sincero, ao equilíbrio restabelecido, ao despertar de bons hábitos adormecidos, à tarefa diária de domar os maus hábitos! Saúde!

Aos amigos! Todos! Lindos! Novos, antigos, ocultos, eternos, agregados, próximos, distantes, secretos, notórios, discretos, de carteirinha, de verdade, de saudade, de alma, de passagem, de infância, de trabalho, de aula, de ideais, de sangue, de pai e mãe... Minha família! Deus abençoe!

Elevemos nossas canequinhas de Guaraná Baré e brindemos à cooperação, à confraternização, à paz, à renovação, à superação, à alegria, à natureza, ao amor, à lealdade, à união, ao respeito, à caridade... Puxa vida, que felicidade!!

Explodem agora silenciosos fogos coloridos de Ano Novo em meu coração afoito!

Plena quarta-feira de cinzas... Amanhã começa 2008...
Seja o que Deus permitir, porque tudo o que assim tem sido tem feito de mim alguém melhor!

Querido diário, foi maravilhoso
meu feriadão de carnaval!


CANÇÃO DE VERÃO
(Roupa Nova)


É como um sol de verão
Queimando no peito
Nasce um novo desejo
Em meu coração
É uma nova canção
Rolando no vento
Sinto a magia do amor
Na palma da mão
É verão!
Bom sinal!
Já é tempo
De abrir o coração
E sonhar!